Thiago: nu

Nu.

Certa feita ouvi: “meu corpo é um objeto político”. Desde então, minha cabeça mudou completamente. Eu já tinha conhecimento das várias opressões, mas ainda não entendia o que elas poderiam ter em comum.

 

Só no último mês, 50 pessoas foram assassinadas numa boate em Miami, uma adolescente foi estuprada por vários caras e um estudante negro e gay foi esfaqueado no Rio de Janeiro. O racismo, o machismo e a lgbtfobia se materializam nos corpos.

Não só essas: as opressões relacionadas a padrões de beleza, ideologia política, trabalho, classe também são formas de dominar o corpo do outro.

Reconhecer cada centímetro do seu corpo e da sua intimidade como seu, como livre, é reconhecer o seu poder e a sua autonomia.

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Por isso, minha nudez não é apenas sexo. Minha nudez não é apenas íntima. Minha nudez é um manifesto de amor, de força, de independência e de liberdade.

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Eu sou Thiago.
Eu sou livre.
Eu sou

nu.

 

 

Um comentário em “Thiago: nu

  1. Devo registrar que a revista Aura é leve, extremamente requintada, e altamente politizada, e tudo isso se deve ao seu editor, o Juliano da Hora, uma pessoa da mais alta estima, profissional, e dedicado a causa LGBT. Tudo isso podemos constatar, sobretudo, nas leituras dos textos, como também nas fotografias com imagens bem dirigidas e com modelos altamente expressivos.

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